sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Um mês de “Livre Pensamento”

Standing barefoot, frozen bloody hands
His musket clutched, an iron grip
For the cause, he has but one regret
That he’s only got one life to give


John Schaffer, “Valley Forge”


Pois é, hoje o “Livre Pensamento” completa um mês de vida. Para mim, certamente parece que bem mais tempo se passou...

Estou muito satisfeito com a repercussão do blog. Em média, o “Livre Pensamento” têm tido algo como 150 visitantes e 400 page views por semana! Na semana que ainda corre, tivemos os recordes diários de 150 page views (dia 8 de fevereiro) e 42 visitantes (9 de fevereiro). Depois da primeira semana no ar, o site nunca teve um dia sequer sem visitantes.

Quero aproveitar a oportunidade para agradecer àqueles que ajudaram a divulgar o “Livre Pensamento” de forma simplesmente fantástica: Luis Afonso do blog “Nadando Contra a Maré Vermelha” e articulista do “Mídia sem Máscara”, e Lucas Mendes do blog “O Austríaco”. O apoio, divulgação e incentivo que ambos me deram nesse primeiro mês superou qualquer coisa que eu pudesse esperar.

Agradeço também o apoio e incentivo recebido de muitos que dedicaram uma parte do seu tempo a ler minhas toscas linhas, criticá-las, elogiá-las e divulgá-las: Embaixador Meira Penna, Eduardo Levy do blog “Opiniões Contraditórias”, Joao Philippe do “Blog do Cético”, Guilherme Cardoso, Fernando Ludovico, Andrea Patrícia Ferreira, Pedro Garaude Neto, Gera Jacobsen, Felipe Farias, Duda Guerra, entre vários outros. Vocês são o que me faz ter ânimo para continuar escrevendo.

Como não poderia deixar de ser, agradeço à minha esposa, Rachel, pelo apoio e paciência sem paralelos. Sem ela, esse blog simplesmente não seria possível.

E é isso. Bola para frente! Como dizem os “companheiros” do outro lado da divisa ideológica, “a luta continua”!


Saudações libertárias,


Luiz Simi.

9 Comments:

At sexta-feira, fevereiro 11, 2005 6:30:00 PM, Anonymous Rafa said...

Olá camarada!

Parabéns pelo site, com discussões de idéias muito interessantes e pontos de vista que raramente são divulgados.
Embora não acredite que o liberalismo seja uma resposta definitiva para um mundo melhor (nem sei se ele se propoem a isso), acredito que seja muito importante discuti-lo e dar espaço a ele, assim como é dado ao "lado vermelho".
Olhando o post anterior, sobre a propriedade privada, gostaria que você me esclarecesse uma dúvida. É colocado que "...trocando voluntariamente sua habilidade específica por dinheiro, apenas um meio de troca para a obtenção dos bens desejados. Como é algo voluntário, não há exploração."
Da maneira que foi colocada, a idéia faz sentido. Mas, uma vez que as pessoas não tem nenhuma alternativa a não ser vender seu trabalho em troca de dinheiro, a não ser que encontre um meio de "viver da terra" ou da "bondade" alheia, onde está a voluntariedade da troca?
Acredito que isso só possa ser dado como certo em um situação onde ambas as partes precisem uma da outra e os termos de troca sejam justos, o que não é obrigatoriamente verdade. Gostaria de saber como você enxerga essa troca voluntária em uma sociedade onde a existe excesso de mão-de-obra em inúmeras áreas.
Perdoe-me pelo texto gigante, mas não tinha outro jeito :)

Um abraço e mande lembranças para a Rachel,
Rafa.

 
At sexta-feira, fevereiro 11, 2005 8:13:00 PM, Blogger Morganashiva said...

Luiz, epero que esse blog tenha vida longa. Parabéns! Vamos em frente! Muita Luz!!!

 
At sexta-feira, fevereiro 11, 2005 8:13:00 PM, Blogger Morganashiva said...

ops! espero.
*rs*

 
At sexta-feira, fevereiro 11, 2005 9:04:00 PM, Blogger Luiz Simi said...

Oi Rafa, bom ter notícias suas!

Explicando: você têm a opção de montar seu negócio e viver da venda do seu produto ou serviço. Nesse caso, você compra o trabalho de alguém, e vende os bens ou serviços criados pela soma dele com a sua coordenação e supervisão. Sua subsistência não é mais resultado da venda do seu trabalho a alguém (ou seja, não é salário), mas sim da venda de bens (lucro). Por essa razão o filósofo John Stuart Mill já dizia que "demanda por mercadorias não é demanda por trabalho“.

Mas digamos que essa opção, por alguma razão, não exista (ou não seja viável, o que dá na mesma). A venda do trabalho continua sendo voluntária enquanto houver propriedade privada dos meios de produção (ou seja, múltiplos empregadores), visto que o trabalhador pode decidir para quem vai trabalhar. Essa escolha nem sempre é fácil, porque pode significar submeter-se a salários mais baixos, pior ambiente de trabalho, etc; mas fácil ou não, conveniente ou não, ela existe. E essa é a armadilha, por exemplo, do socialismo: nele só existe um empregador, o Estado. Como Trotsky mesmo colocou, "no comunismo, oposição significa morte lenta por inanição."

O excesso de mão-de-obra certamente restringe as opções dos trabalhadores. Mas isso não difere, de forma objetiva, da flutuação normal da demanda que ocorre em qualquer mercado. Em uma economia livre, tais períodos tendem a ser restritos e ocasionais, e normalmente intercalados com o oposto: demanda elevada por mão-de-obra. Faz parte do ciclo econômico.

Quando o problema do desemprego torna-se crônico, e fácil encontrar o culpado: chama-se Estado. Ao interferir nas relações de trabalho, o Estado desestrutura o processo normal de oferta e demanda. E como, via de regra, as legislações trabalhistas tendem a dar segurança a quem já têm emprego, e não oportunidades adicionais para quem não têm, cria-se uma barreira a novos entrantes (o custo de contratação/demissão). Cria-se um círculo vicioso: baixos salários, desemprego, mais demandas por proteção aos que tem emprego, mais desempregados, novas quedas dos salários, mais demandas por proteção...

 
At sábado, fevereiro 12, 2005 1:01:00 AM, Anonymous Felipe said...

Luiz, esta questão da propriedad privada ser fundamentada na "extensão" do trabalho da pessoa não vem de Locke???

Abraços a Todos

 
At sábado, fevereiro 12, 2005 6:55:00 AM, Blogger Luiz Simi said...

Felipe,

Nāo posso dizer com certeza. As primeiras citações que conheço que levam a essa conclusāo sāo de John Stuart Mill. Quem também utilizou esse conceito de forma intensiva foi Rothbard; ele diz que qualquer coisa criada ou modificadas pelo trabalho humano é automaticamente propriedade privada. Mises, por sua vez, defende a propriedade privada como a forma mais racional de resoluçāo dos conflitos distributivos de recursos escassos. Já o conceito da propriedade privada como extensāo da propriedade do corpo, até onde eu sei, vêm da Ayn Rand.

 
At sábado, fevereiro 12, 2005 6:57:00 AM, Anonymous Cintia Tiemi said...

Oi, Lú!!

Demorei, mas aqui estou no seu blog (não que vc tb visite o meu, enfim...) e gostei de ver!! Finalmente um espaço pra vc colocar as suas idéias, que eu já conheço de longa data, aliás, uma sugestão mudando um pouco o tema do seu blog, mas vc tb é muito bom na parte de psicologia humana, se vc quiser escrever algo a respeito, tenho certeza que ficará muito bom! Nem precisa dizer do que eu estou falando, né? dos muitos conselhos que vc já me deu e das nossas longas conversas...rs
Bom, Parabéns pelo 1 mês de vida do seu blog e que ele sobreviva muitos meses e anos!
Vê se passa lá pelo meu, veja as fotos da minha festinha!
Beijos pra vc e pra Rachel e fala pra ela atualizar o blog dela!

Cintia Tiemi

 
At domingo, fevereiro 13, 2005 10:00:00 AM, Blogger Claudio said...

parabéns!!!

 
At domingo, fevereiro 13, 2005 10:21:00 AM, Blogger Claudio said...

Tentei te enviar um email mas o hotmail barrou....

abracos

claudio

 

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