domingo, junho 12, 2005

Curtas

Porque a Representação Proporcional Não Funciona

Em tempos de mensalão e ressureição oportunista do batido tema da reforma política, vale a pena refletir sobre os problemas que o nosso sistema político apresenta. É fácil simplesmente colocar a culpa sobre a falta de caráter dos paralamentares e do governo (absolutamente verdadeira, diga-se de passagem); mas não podemos esquecer que os inescrupulosos só conseguem prosperar quando o sistema em que estão inseridos de alguma forma os protege ou beneficia. Minha recomendação: um artigo interessantíssimo (em inglês) a respeito dos problemas do sistema de representação proporcional para o Legislativo. O autor indica que, via de regra, países com sistemas de representação proporcional (como o Brasil) são mais propensos à instabilidade política. A razão? O sistema proporcional com listas de candidatos, todos disputando os votos dos eleitores de uma região geográfica muito grande, e com as listas sendo definidas pelos líderes dos partidos (normalmente políticos mais velhos e intimamente conectados ao sistema de poder do Estado), tende a perpetuar os velhos líderes e barrar os reformistas e políticos jovens. Detalhe: é exatamente esse sistema que querem implementar no Brasil com a tal da reforma política.

A alternativa é o voto distrital, em que cada parlamentar é eleito por uma região geográfica pequena e claramente definida, e que portanto cria uma forte identificação entre o político e seu eleitorado. Claro, o sistema distrital é suscetível à política provinciana e ao assistencialismo; mas o sistema atual não só também o é, como não oferece a vantagem de dar ao eleitor um nome, um representante claro de quem ele deve cobrar soluções, ou a que deve responsabilizar diretamente pelos problemas causados pela má gestão da coisa pública. O sistema eleitoral não é, afinal de contas, criado para evitar assistencialismo ou barganhas por emendas no orçamento; sua função é garantir que os ditos “representantes do povo” efetivamente representem quem os elegeu. Voto proporcional, sem dúvida, não é o caminho para isso.


Reinaldo Azevedo destrói a “Sociologia do Ressentimento”

Eu normalmente não comento sobre política partidária ou conjuntura política no “Livre Pensamento”; já faço isso em meus artigos, por exemplo, para o Capitólio e Diego Casagrande. Mas não posso deixar de comentar o excelente artigo publicado hoje pelo Reinaldo Azevedo no site da Primeira Leitura. No seu artigo Deixem a Daslu em paz e vão perseguir a turma do mensalão!, ele desanca de forma fantástica o que ele chama, mui aptamente, de “sociologia do ressentimento”e destrói a argumentação falaciosa, sofismática e absolutamente mentirosa do sr. Mino Carta e cia. a respeito da nova loja da Daslu. E mostra novamente que a “intelectualidade” esquerdista brasileira só merece esse título em um país como o nosso, onde a burrice a má fé são mais importantes e apreciadas do que a verdade e a inteligência. O trecho final vale a leitura do artigo todo:

“O melhor que este país pode fazer por si mesmo é permitir que as pessoas honestas, ricas ou pobres, possam trabalhar em paz. Dentro das boas regras de mercado, um país só avança se os ricos lutarem para ficar ainda mais ricos e se os pobres se esforçarem para deixar de ser pobres. E que todos, pobres e ricos, se organizem para interferir nas políticas públicas do Estado, que tem de tomar vergonha e empregar a brutal arrecadação de que dispõe em educação, saúde e segurança, caindo fora da atividade econômica. Total e absolutamente!

A melhor maneira de a favela Funchal não crescer é a Daslu dar uma solene banana para a favela Funchal enquanto tal. Eliana Trachesi honrará suas crenças, seus valores e o Brasil se crescer, rezar e fizer caridade sem dar satisfações a ninguém. Ou vão querer proibi-la de ser empresária, católica e bem-sucedida? Se há gente no país disposta a fazer rádio-patrulha ideológica, tenho cá uma listinha de maganos eleitos para resolver problemas do país. E não para acrescentar outros tantos aos que já tínhamos.”


Eu não diria melhor.


Recém-chegado ao Time da Liberdade

Alguns dias atrás saiu publicado no Capitólio a primeira parte do artigo de estréia de Diogo Ramos Coelho. Em Discutindo o Capitalismo, ele analisa as características do capitalismo moderno e indica porque as utopias coletivistas não oferecem solução. O texto é denso, com um tom acadêmico, mas uma leitura bastante interessante e relevante.

Em particular, fiquei muito satisfeito de ver o artigo do Diogo ser publicado, porque tive a oportunidade de ajudá-lo a “lapidar” um pouco o texto. Fiquei muito contente com a chance de ajudar alguém a começar a trilhar o caminho das pedras, por assim dizer, e espero que o Diogo continue a escrever e publicar seus artigos. É sempre bom ver gente nova disposta a desafiar o consenso intelectual coletivista dominante e defender o bom e velho individualismo.

Fica aqui minha recomendação aos leitores do “Livre Pensamento” para que leiam o que o Diogo está escrevendo, e fiquem atentos para as próximas aparições do rapaz na Internet. Ele promete.

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