domingo, setembro 11, 2005

Furacão de Enganos

Muito foi escrito nos últimos dias a respeito da devastação causada pelo furacão Katrina em New Orleans. Nos EUA, o furacão tornou-se o mais novo pivot da guerra ideológica entre neo-cons e a esquerda americana, mas com um estranho tom: enquanto os últimos dizem que o governo Bush não foi intervencionista o suficiente para enfrentar a catástrofe (ao cortar as verbas do corpo de engenharia do exército americano, responsável pela construção, manutenção e expansão dos diques que protegiam New Orleans), os primeiros respondem que a responsabilidade fundamental é das autoridades locais (municipal e estadual), controladas pelos democratas, que não foram capazes de alertar a população a tempo e efetuar a necessária evacuação. O fato de que os diques não receberam nada além da mais elementar manutenção desde 1965 (ou seja, não foram jamais expandidos para enfrentar a inundação que um furacão poderia causar, e que uma sucessão de governos, tanto democratas como republicanos, aparentemente não considerou nunca a questão como prioritária) é cuidadosamente ignorado por ambos os lados. E como não poderia deixar de ser, a guerra ideológica americana foi importada, de forma empobrecida e simplista, tanto pela esquerda como pela “direita” brasileiras, com resultados previsíveis. Todo mundo tentou tirar sua lasquinha, aqui e lá.

O Mises Institute, conhecido think-tank libertário (e que, não se enganem, tenho em alta estima), publicou dois artigos sobre o tema. Em “The State and the Flood” o veredito é claro: as catástrofe não foi causada pelo furacão em si, mas pelo colapso da infra-estrutura que ele causou (especialmente o rompimento dos diques). Infra-estrutura essa construída e mantida pelo Estado, em seus diversos niveis e formas. Em “Then Katrina Came”, os pupilos do economista austríaco vão mais longe: além de indicar que, se não existissem os subsídios estatais na forma de diques e programas de colonização que levaram à fundação de New Orleans, ninguém moraria lá em primeiro lugar (o que significa que ninguém teria morrido com o furacão), se Estado não roubasse 50% da renda nacional na forma de impostos, a iniciativa privada poderia já ter desenvolvido tecnologias que permitissem o controle do clima, supostamente permitindo redirecionar o furacão (ou mesmo desmanchá-lo). O argumento para tal ousada declaração sobre o desenvolvimento de uma tecnologia tão poderosa e avançada e que não existe formalmente sequer na teoria? O seguinte: “Is there any doubt that in 100, or 1,000, or 10,000 years — assuming the government does not blow us all up before then — we will no longer be plagued by uncooperative clouds?” (Há alguma dúvida de que em 100, ou 1.000, ou 10.000 anos – assumindo que o governo não nos exploda antes disso – que nós não seremos mais afetados por nuvens não-cooperativas?). Bom, eu tenho milhares de dúvidas a respeito (como aliás, qualquer um que tenha lido um mínimo sobre quão complexo o funcionamento do clima é certamente tem), mas isso parece não abater os paladinos do anarco-capitalismo.

Quanto à esquerda americana, não vou nem citar exemplos. A grande mídia brasileira publica quase que ipsis literis o discurso dos Michael Moores da vida, que no melhor estilo “culpe o Bush primeiro”, não apenas decretaram que Bush é responsável pela inoperância estatal na prevenção e combate à catástrofe, como ainda o acusam de fazê-lo de forma intencional, porque a maior parte das vítimas seriam pobres e negras, e ele é um maldito racista branco. O primarismo desse tipo de argumentação (e a absoluta falta de qualquer evidência que a sustente) mostra que, se a esquerda brasileira é tonta ao ponto da imbecilidade, a americana não é muito melhor.

Entre os articulistas da Terra Brasilis, o resultado não foi muito melhor. O polêmico Olavo de Carvalho, em seu “Amantes do Furacão” devolve a argumentação da esquerda na mesma moeda (furada), tentando colocar a culpa da catástrofe exclusivamente no colo do Partido Democrata, que comanda o Estado da Louisianna e a prefeitura de New Orleans, mas ignorando o fato de que o governo federal efetivamente tem uma parcela da culpa, visto que a construção e manutenção dos diques é atividade do Corpo de Engenharia do Exército (embora aqui eu tenha que defendê-lo de uma acusação que, ao meu ver, é falsa: OdC não defende que as vítimas são culpadas do seu próprio infortúnio. O que ele faz é colocar a culpa da não-mobilização das pessoas para fugirem para áreas mais seguras nas costas da administração democrata de New Orleans. Uma leitura atenta do texto mostra isso). Na outra ponta do espectro ideológico, o sempre fascinante Vermelho.Org (fascinante no sentido sociológico da palavra: me fascina observar como ainda tem gente que leva esse site de propaganda marxista a sério) também decreta: “Furacão Katrina: Capitalismo e Barbárie”. Ele nos brinda com o seguinte trecho, comentando a mobilização da Guarda Nacional para evitar os saques: “A ordem veio após o início dos saque e danos às propriedades. A revolta entre as autoridades locais irrompeu quando elas souberam que as propriedades estavam sendo violadas. A coisa mais sagrada do capitalismo, a propriedade, é mais importante que a vida de 200 mil pessoas.” Nas entrelinhas, a idéia de que o Estado só atua como “instrumento de dominação de classe” e de que aqueles que se aproveitam de uma situação como a ocorrida para pilhar e depois vender tudo no mercado negro são “heróis da luta proletária contra a exploração capitalista”. Vou assumir que nenhum dos ácidos críticos de OdC na blogosfera comentou este outro absurdo porque ninguém realmente lê o Vermelho.Org ou orgãos similares, e portanto ninguém além de mim se deu conta dessa bobageira toda. A alternativa é muito pior...

Também tem gente que decidiu tirar uma casquinha como psicólogo das massas. O professor Dejalma Cremonese, no seu artigo “Katrina, para além do furacão”, começa bem citando Democracia na América, de Tocqueville, para em seguida criticar o que ele percebe como a perda dos valores originais da nação americana, entre eles a solidariedade e a valorização do interesse coletivo. E tasca sua conclusão: a culpa é do crescimento do “invidivualismo” que ameaça o capitalismo desenvolvido. Realmente, ele deve ter razão: afinal, o Estado de bem-estar social, o aumento constante da intervenção estatal e a diminuição contínua da autonomia dos governos locais é certamente uma consequência do “individualismo”, e não do coletivismo disfarçado de preocupação com os pobres. É interessante como é possível identificar acuradamente a doença (a desintegração dos valores liberais tradicionais da sociedade americana) e errar completamente no diagnóstico da sua causa (que é o crescimento da cultura do free riding, da idéia de que dá sim para ter um almoço grátis: basta o governo pagar).

O que todas essas análises têm em comum? Basicamente, a disposição em reconhecer a realidade apenas até onde é interessante para as ideologias dos autores e dos seus grupos de suporte. Nenhuma delas falsifica a realidade per si (embora as “análises” do Vermelho.Org cheguem bem perto disso); mas nenhuma delas vai mais fundo, nenhuma escapa dos grilhões ideológico-partidários. Mesmo aquelas que diagnosticam com precisão as origens da catástrofre (como fazem os rapazes do Mises.Org) são incapazes de fugir da conclusão ideológicamente viesada, e por isso precisam desqualificar críticas sérias, taxando-as de nonsense (como, na discussão sobre a possibilidade de oferecer serviços como os diques por meio da iniciativa privada, fazem com a Escola de Chicago, que indica a dificuldade de oferecer um bem público por meio da iniciativa privada sem que ocorra free riding em massa), ou oferecer “soluções” que, de tão especulativas, caem no reino da ficção científica (como o caso do desenvolvimento de tecnologias de controle do clima). Quanto ao resto, o quadro é ainda pior: ao tomar parte da disputa partidária entre neo-cons e esquerda, ignora que o problema não está em quem comanda a máquina pública em si, mas como ela opera e dentro de quais parâmetros. Os sujeitos do Vermelho.Org, eu nem comento: eles estão em um nível, digamos, mais “café com leite” de discussão. Afinal, eles ainda acham que o marxismo oferece alguma resposta a alguma coisa.

Catástrofes como a causada pelo Katrina colocam diante de nós várias perguntas difíceis, pois são situações-limite onde o senso comum ideológico quebra. Como liberal, acredito que livres mercados, democracia, direitos individuais e intervenção estatal reduzida constituem o melhor caminho para a prosperidade de todos. Mas elas oferecem a melhor solução em uma situação em que a própria civilização corre o risco de colapso eminente, como aconteceu em New Orleans? A sua aplicação teria minimizado as chances de um colapso desse tipo ocorrer, e porquê? Qual é o papel que o Estado deve desempenhar tanto na prevenção da catástrofe, como no trabalho de superá-la? Existem alternativas concretas à ação estatal em um caso desse tipo? Nenhuma dessas perguntas foi adequadamente formulada, e tampouco respondida, por nenhum dos autores que decidiram escrever sobre o Katrina e suas consequências.

10 Comments:

At domingo, setembro 11, 2005 6:36:00 PM, Blogger Luís Afonso said...

Luiz, algumas percepções:
Tu afirmas que o governo central é o responsável pela manutenção dos diques.
Certo.
Mas a causa do desastre foi essa ou pelo fato de o furacão ser de uma intensidade além das defesas criadas, ou seja, mesmo os diques estando em 100% eles seriam derrubados?
Minha opinião é de que - se pegar o exemplo dos alertas de Tsunami no Havaí - que uma vez um alerta do serviço federal anti-ciclones ter sido enviado, não haveria de ter nenhuma hesitação em colocar um plano de evacuação em ação várias vezes simulado. Mesmo que as defesas tivessem o segurado. Melhor aturar uma queixa por um deslocamento aparentemente inútil pela população do que a responsabilidade por centenas de mortes.
O fato de haver pessoas em Nova Orleans deixadas à própria sorte é que foi o fato causador.
Voltando ao Havaí. Todo e qualquer alerta de Tsunami é seguido imediatamente pela população que evacua todas as áreas costeiras, mesmo que as ondas previstas se revelem de uma altura máxima de alguns centímetros.

Então, aqui está o real motivo.

Um abraço,

LA

 
At domingo, setembro 11, 2005 10:53:00 PM, Blogger Claudio said...

Oi Luis,

ótimo post. os dois últimos, aliás.

claudio

 
At segunda-feira, setembro 12, 2005 6:29:00 AM, Blogger Luiz Simi said...

Luis Afonso,

O que você diz é verdadeiro, mas nao muda o fato de que os diques nao eram suficientes para impedir a inundacao da cidade no caso de um furacao como o Katrina. Os diques nao foram expandidos depois de 1965, ou seja, uma sucessao de governos (democratas e conservadores) nada fez. Esse é o fato.

E o fato de que os diques eram inadequados nao ficou evidente agora, já era conhecido a tempos. Nem os governos locais pressionaram o governo central, nem o governo federal tomou alguma atitude a respeito. A culpa é de ambos.

 
At segunda-feira, setembro 12, 2005 6:23:00 PM, Anonymous Sonia Borges said...

Caro Luiz,
Concordo com tudo um pouco.
Ao que parece este tipo de previsão (ou falta de) da desgraça é igual no mundo inteiro.
No Havaí só foi estabelecida uma defesa às tsunamis depois de muitas ocorrências. Hoje tudo funciona, mas muitas vidas foram perdidas.
Na Califórnia hoje a defesa também é perfeita contra terremotos.
A Holanda exporta tecnologia em construção de diques, mas já foi muito castigada no passado por inundações.
Na Tailândia, só depois do ocorrido em dezembro de 2004, é que foi instalado um sistema integrado com outros países para o alerta de tsunamis.
Ou seja, só depois de uma catástrofe é que o governo, federal ou estadual, se dá conta.
Quando alguma desgraça deste tipo acontece, geralmente, em alguma esfera o poder público peca, seja por incompetência administativa, em não reforçar os diques antigos, ou na atualização e aceitação dos conceitos sobre as mudanças climáticas, sejam promovidas pelo homem ou não.
Em New Orleans acho que foi tudo isso.
Se você me permite eu acrescentaria, nem o povo pressionou os governos locais, "nem os governos locais pressionaram o governo central, nem o governo federal tomou alguma atitude a respeito".
São todos culpados.
Um grande abraço

 
At terça-feira, setembro 13, 2005 2:45:00 AM, Blogger Renato C. Drumond said...

Luiz,

O meu problema com a escola austríaca: ao negligenciar por completo o uso do instrumental matemático, eles nunca podem emitir juízos em relação à intensidade do impacto que os incentivos podem provocar numa situação x. Portanto, em relação à intervenção estatal, eles apenas repetem que a economia é algo mto complexo para que possamos saber todas as conseqüências de nossas intervenções na mesma(e isso é exatamente a crítica que Hayek faz do planejamento das instituições), o que não deixa de ser um argumento muito poderoso, e não ingênuo como muitos pensam. No entanto, é mais uma crítica epistemológica e da filosofia política do que propriamente da economia. E, no caso da escola austríaca, diferentemente de Hayek, acredita-se que as leis econômicas são verdadeiras a priori, ou seja, são infalíveis. Logo, qualquer ação que se baseiem em juízos que podem ser falseados(e, lembrando o critério da demarcação popperiano, somente teorias falseáveis podem ser científicas)não devem ser feitas, visto que PODEM estar erradas. Qualquer argumento crítico da escola austríaca é sempre rebatido com o argumento de que o resultado oposto que é proposto nào é infalível. Mas justamente por não ser infalível é que é científico. Ao não mudar sua concepçào da ciência econômica, a escola austríaca fundada na epistemologia de Mises se fecha ao progresso da ciência econômica e defende posicionamentos que, podendo ser verdadeiros(e em vários casos o são, na minha opinião), não são no entanto científicos.

No entanto, a não-intervenção ainda pode ser defendida através do fato de que o livre mercado nào possui fins, logo ele não pode falhar, pois não se propôs a atingir nenhum resultado final. O próprio Mises admitia que os resultados do mercado poderiam ser melhorados, mas questionava a legitimidade de uma melhora num setor em detrimento do interesse natural dos consumidores em usarem seus recursos em outras atividades. Entra aqui o tal conceito de catalaxia.

Por fim, a questão que se pode fazer, em última instância, é a seguinte: devem existir fins determinados que a sociedade deva buscar, nào importando o resultado do mercado, o que implicaria numa intervenção direta no resultado do mesmo? Em suma, a sociedade pode ser fruto da livre associação, ou a livre associação é produto de uma sociedade que nào foi fruto da escolha? Entenda que o que proponho aqui não é discutir capitalismo e socialismo, pelo contrário. É uma tentativa de compreender o que funda nossa sociedade e como o debate em relaçào a ela deve ser pautado. Dizer que a sociedade deve possuir fins que não sào escolhidos pela livre associação não significa defender a abolição da livre associação. Vejo em vários debates na internet a adoçào de um discurso anarquista conservando um ponto de vista estatista, e o anarquismo estatista(sim, parece existir algo do tipo) é uma das piores posições políticas que alguém pode assumir: pois não se diz nada a respeito da açào do Estado, e se ignora que ele está ali, na sua frente, agindo como se fosse um ente natural, sem defeitos.

desculpe se o meu texto ficou confuso e se fugi um pouco do assunto, mas é que venho pensando nisso há algunm tempo e sua referência ao comentário dos austríacos me animou a escrever algo a respeito.

abraços,

Renato Drumond

ps: só comentem o meu comentário se for de maneira produtiva. Se for apenas pra pegar um ponto e provocar uma polêmica em torno de uma frase, por favor, não comentem. É melhor pra mim, é melhor pra vcs. Nada pessoal, é que vejo por aí mto desgaste de energia e mta masturbação internética em torno de links e mais links de "provas" em relação a algo. Vamos manter o nível, e discutir autores e idéias chave. E sem essa de tentar resolver um assunto difícil numa caixa de comentários. Apenas alguns insights, numa discussào que leva uma vida inteira. Não é um assunto fácil. Desculpem, vcs que comentaram aqui nào fizeram nada do que eu estou me prevenindo. Mas não custa prevenir em relação a outros que desconheço.

 
At terça-feira, setembro 13, 2005 8:39:00 AM, Blogger Luiz Simi said...

Renato,

os questionamentos que você fez estao bastante em linha com os que eu tenho me feito nos últimos meses. Nao acho que este seja o fórum mais adequado para discutir este tema, mas é bom ver que tem gente fazendo as mesmas perguntas que eu.

Sao perguntas complexas, e nao acho que existam respostas fáceis. Mas elas precisam ser enfrentadas mesmo assim.

 
At terça-feira, setembro 13, 2005 9:03:00 PM, Anonymous Anônimo said...

Não sou liberal, muito pelo contrário, mas tenho de reconhecer uma coisa. Seu blog é o melhor na linha conservador/direita/liberal. Mas não é só um pouco melhor, é muito. A polêmica que tanto atrai visitantes e debates acalorados (quase sempre vulgares e vazios) aqui fica em segundo plano diante de seu conhecimento, honestidade, cultura e seriedade intelectual. Infelizmente a maioria ainda prefere os textos rasos, infantis e presunçosos comuns na maioria dos blogs ditos de direita.

 
At quinta-feira, setembro 15, 2005 12:18:00 PM, Anonymous Marcus Pessoa said...

Olá, Luiz, acho que é a primeira vez que comento no seu blog.

Concordo com quase tudo o que você escreveu, e disse no meu blog que não tenho como avaliar a responsabilidade de cada esfera do Estado americano nessa tragédia -- e que o debate gerado espelha a profunda cisão partidária de lá.

De qualquer forma, uma das funções do Estado, fora de dúvida, é a segurança. O fato é que a segurança de pessoas que não tinham meios próprios para atender à ordem de evacuação foi negligenciada. De quem é a responsabilidade, é outra questão, mas efetivamente o Estado deveria ter provido meios para que os mais pobres pudessem ter escapado da tragédia.

Divirjo apenas quanto ao OdeC. Sim, ele culpou a administração democrata da Louisiana e de Nola. Mas, no caminho, também culpou, sub-repticiamente ou nem tanto, as vítimas. Ele deu a informação falsa de que havia terra segura a apenas cinco milhas da cidade, e que bastaria ter andado isso para se salvar. Arrematou dizendo que "ninguém foi".

Ora, se eu, mesmo sendo pobre, não andei uma hora e meia para me salvar, então uma parcela da culpa é minha, não?

 
At quinta-feira, setembro 15, 2005 5:04:00 PM, Blogger Luiz Simi said...

Marcos,

nao necessariamente. Se você nao sabia que a área segura existia, nem foi informado apropriadamente dos riscos que corria ficando onde estava, você nao pode ser considerado culpado pelo que aconteceu. OdC enfatiza o ponto de que a informacao nao chegou às pessoas com a necessária ênfase ou detalhamento.

 
At quinta-feira, setembro 15, 2005 10:25:00 PM, Anonymous Anônimo said...

O Olavo de Carvalho não culpou as vítimas indiretamente. Ele simplesmente as acusou pela própria desgraça. Como se pessoas tão pobres pudessem deixar suas casas partindo para um destino incerto sem água, comida, roupas e dinheiro. Iriam para onde? Comeriam o quê? Ficariam vagando por estradas desertas dia e noite até que o furacão passasse? E quem estava hospitalizado? Fugiria como? E os idosos? Carvalho chamou o povo daquele lugar de indolente, corrupto, vagabundo e irresponsável. E ainda isentou Bush de qualquer culpa.

 

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